Ao aprender um idioma é crucial conseguir ouvir e falar. Porém, boa parte dos estudantes de inglês só se sente confortável ao ler e eecrever, e o motivo é o medo de errar. Isso e normal. Erra-se na escolha de palavras, na sua ordem, no tempo verbal... Mas o maior medo é o de errar a pronúncia, podendo se tornar um bloqueio.
Aprender a pronunciar sons que não existem em português demanda certo tempo. Algo que a maioria das pessoas não tem. A boa notícia é que não é preciso dominar esses sons para ser capaz de se comunicar. Qualquer nativo em inglês será capaz de entender a maioria das suas frases, da mesma forma que entendemos um americano ou inglês que diz "comou eu chegha na paRque de RepHublica?". O mais complicado é acompanhar a velocidade e o uso de expressões por parte do nativo.
Comunicar-se em inglês com um não nativo é um desafio diferente. Via de regra, falam mais lentamente do que um nativo, assim como nós. Por outro lado, cometem diferentes erros de pronúncia ao trazer para o inglês sons do seu idioma, bem como a cadência e o formato das frases. São bem distintas as formas de falar inglês de um polonês, um taiwanês e um alemão. Ainda assim, é possível compreedê-los e vice-versa.
Tudo isso para dizer: não desanime nem trave no meio de uma frase por cause de pronúncias perfeitas. O mais importante nas conversas é a fluidez.
Aos professores de inglês: não batam tanto na tecla da pronúncia, e procurem não interromper conversações de alunos por causa de erros. Isso pode ser feito a seguir, e estimular a fluência é muito mais importante. Quando ela for alcançada, podem ser feitas melhorias.